PRESIDENTE DA CÂMARA DE CURITIBA É ALVO DE OPERAÇÃO CONTRA VENDA DE CARGOS E 'RACHADINHA'

Gaeco cumpriu mandados de busca e apreensão no gabinete do vereador, na presidência da Casa de Leis e em outros endereços nesta segunda (29). Parlamentar disse que não tem 'conhecimento formal' sobre motivo da operação.

Por g1 PR e RPC — Curitiba

O presidente da Câmara de Curitiba, Tico Kuzma, foi alvo de operação nesta segunda-feira (29). A ação investiga suspeitas de venda de cargos e 'rachadinha'.

A Operação Prática Corrente, do Gaeco, cumpriu 13 mandados judiciais. Foram apreendidos equipamentos eletrônicos, documentos e dinheiro em espécie.

Em nota, o vereador e a Câmara afirmaram não ter conhecimento formal sobre as investigações. Ambos se colocaram à disposição para colaborar.


Tico Kuzma é alvo de operação em Curitiba

O presidente da Câmara de Vereadores de Curitiba, Tico Kuzma (PSD), foi alvo de uma operação na manhã desta segunda-feira (29) em uma investigação que apura a suspeita de venda de cargos e "rachadinha".

🔍 "Rachadinha" é um termo popular para o esquema ilegal no qual um político exige a devolução de parte ou da totalidade dos salários de seus assessores e funcionários comissionados.

A operação foi deflagrada pelo Núcleo de Curitiba do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Paraná (MP-PR). Ao todo, 13 mandados foram expedidos. O Gaeco não informou a identidade de todos os alvos da operação, nomeada "Prática Corrente".

Conforme o Gaeco, durante o cumprimento das medidas, foram apreendidos equipamentos eletrônicos e documentos que serão periciados. Também foi apreendida uma quantia em dinheiro em espécie, cujo valor ainda não foi contabilizado.

Vereador Tico Kuzma (PSD) — Foto: Rodrigo Fonseca/Divulgação/Câmara de Curitiba

Durante a sessão desta segunda (29), Tico fez um pronunciamento e se defendeu. Ele suspendeu a sessão pouco após falar sobre o assunto, mas retomou os trabalhos em seguida.

Em nota, o vereador afirmou que ainda não tem "conhecimento formal sobre os fatos que motivaram a medida".

"Estou buscando imediatamente as informações necessárias junto às autoridades competentes para compreender com clareza o teor da investigação."

A Câmara de Curitiba, também em nota, afirmou que "autorizou o acesso às dependências do Legislativo e permanece à disposição para colaborar com as investigações e prestar todos os esclarecimentos necessários".


O que dizem os citados

Confira na íntegra a nota do vereador Tico Kuzma:

"A respeito a ação realizada pelo Gaeco nesta manhã, em meu gabinete na Câmara Municipal de Curitiba, quero afirmar com muita serenidade que, neste momento, ainda não tenho conhecimento formal sobre os fatos que motivaram a medida. Estou buscando imediatamente as informações necessárias junto às autoridades competentes para compreender com clareza o teor da investigação. Como presidente da Câmara Municipal de Curitiba, faço questão de reforçar que a instituição permanece à disposição para colaborar com tudo que for necessário, com responsabilidade, transparência e respeito às autoridades. Assim que tiver conhecimento oficial dos fatos, farei questão de prestar os esclarecimentos devidos à população, à imprensa e aos vereadores. Quero falar também de forma pessoal: quem vive a vida pública sabe que, especialmente quando se aproxima um período eleitoral, infelizmente surgem pessoas de má-fé criando fatos e narrativas para atingir reputações e desgastar adversários por meio das redes sociais e da imprensa. É justamente por isso que tenho pressa em conhecer oficialmente todos os fatos e faço questão de manter uma linha direta, transparente e respeitosa com a imprensa e com a população. Tenho orgulho da minha trajetória, da minha fé, dos meus valores cristãos e de sempre ter pautado minha vida pública e pessoal pela honestidade, pela retidão e pelo trabalho. Nenhuma tentativa de ataque, venha de onde vier, vai me desviar da minha responsabilidade com Curitiba, com a Câmara Municipal e com as pessoas que confiam no nosso trabalho. Minha postura será de absoluta tranquilidade, colaboração e compromisso com a verdade."

Confira a íntegra da nota da Câmara de Curitiba:

"A Câmara Municipal de Curitiba informa que, na manhã desta segunda-feira, 29 de junho, o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Paraná, cumpriu medida judicial no gabinete do Vereador Tico Kuzma, e na presidência desta Câmara. A CMC autorizou o acesso às dependências do Legislativo, em atendimento à solicitação da autoridade competente, e permanece à disposição para colaborar com as investigações e prestar todos os esclarecimentos necessários. Até o momento, a Câmara Municipal de Curitiba não foi formalmente comunicada sobre os fatos que motivaram a medida. Assim que houver informações oficiais, a instituição prestará os devidos esclarecimentos à população e à imprensa, com transparência e responsabilidade."

GAZETA SANTA CÂNDIDA, JORNAL QUE TEM O QUE FALAR

Postar um comentário

0 Comentários