DE RUÍNA A CENTRO DE CULTURA DIGITAL, O CASARÃO DE 1920 NA RUA RICHUELO JÁ ABERTO . . .

. . . e virou vitrine da revitalização do Centro de Curitiba, atraindo comércio, turistas e projetos

Escrito por
Carla Teles

Casarão na Rua Riachuelo vira Estúdio Riachuelo e impulsiona revitalização no Centro de Curitiba, atraindo comércio e turismo.

O casarão onde funcionará o Estúdio Riachuelo, iniciativa da Fundação Cultural de Curitiba, está em fase final de restauro e já muda o comércio, o turismo e a imagem da região.

O casarão centenário da Rua Riachuelo, no coração de Curitiba, está deixando para trás décadas de abandono para se transformar em um polo de cultura digital. Mesmo antes da inauguração prevista para março, o Estúdio Riachuelo já aparece como um marco na requalificação urbana e como vitrine de uma nova fase do Centro.

Construído em 1920, o casarão ficou marcado por ruínas, incêndios e uso irregular nos últimos anos. Agora, com a retirada dos tapumes e a restauração avançada, a paisagem mudou, trazendo otimismo para comerciantes e atraindo novos projetos para a região.

Da ruína ao Estúdio Riachuelo: por que este casarão virou um marco

O Estúdio Riachuelo é apresentado como o destino do casarão restaurado, reposicionando o imóvel como equipamento cultural voltado à cultura digital. O impacto começa pelo simbólico: passado e futuro se encontram em uma rua histórica que volta a ser vista como endereço de circulação, visita e investimento.

A localização pesa. O casarão fica em frente ao Cine Passeio, outro equipamento cultural ligado à revitalização urbana. Essa proximidade cria um efeito de rede: quando um espaço reabre e atrai público, o entorno tende a acompanhar em serviços, fluxo e presença.

O que mudou na Rua Riachuelo e por que o comércio ganhou confiança

Imagem: Instagram @estudioriachuelo

A retirada dos tapumes pela Prefeitura revelou uma nova paisagem e ajudou a mudar a percepção do trecho. Para quem vive de movimento, a diferença aparece no sentimento de segurança e na expectativa de público.

Um exemplo citado é o do empresário Alexandre Nogueira Lopes, que escolheu a Rua Riachuelo para abrir um complexo de entretenimento com pista de skate e área gastronômica, o Love City.

Ele relaciona a decisão ao processo de revitalização do Centro, com novos empreendimentos, restauração de prédios históricos e a consolidação de equipamentos culturais como o Cine Passeio e o próprio Estúdio Riachuelo.
Turismo e “efeito Cine Passeio”: o público que redescobre o Centro

A melhora percebida não fica restrita ao comércio. A empreendedora Cleusa de Oliveira, dona de um brechó inaugurado há um ano a poucos metros do futuro Estúdio Riachuelo, relata que a quadra ficou mais tranquila e a imagem da rua mudou completamente.

Ela também aponta o aumento do fluxo de turistas que visitam o Cine Passeio como diferencial. A lógica é simples: quando o Centro passa a oferecer experiências culturais próximas entre si, o visitante tende a circular mais, consumir mais e permanecer mais tempo na região. Esse fluxo ajuda a transformar a rua em destino, não apenas passagem.

Restauro com regras: como o casarão está sendo recuperado

O restauro do casarão é acompanhado pelo Conselho Municipal do Patrimônio Cultural e conduzido pela Fundação Cultural de Curitiba e pelo Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba (Ippuc). A execução envolve a Secretaria Municipal de Obras Públicas e a empresa especializada Arq Brasil.

O investimento informado é de R$ 2 milhões, com recursos do Fundo de Proteção ao Patrimônio Cultural. O projeto foi debatido em cinco reuniões do conselho desde 2023, um sinal de que a recuperação não é apenas estética: ela precisa respeitar critérios técnicos e o valor histórico do imóvel.

Por que o Estúdio Riachuelo pode induzir nova requalificação urbana

Para Marino Galvão Junior, presidente da Fundação Cultural de Curitiba, o Estúdio Riachuelo simboliza uma nova etapa na transformação da região central.

A leitura é que a obra tem camadas: não só o restauro e a nova função do espaço, mas também a integração com equipamentos culturais próximos, como o Cine Passeio e o Solar do Barão.

Em termos práticos, o argumento é que um casarão recuperado e reocupado de forma consistente pode atuar como indutor, puxando melhorias no entorno, fortalecendo a imagem do Centro e criando base para negócios que dependem de público, circulação e confiança.

Na sua opinião, o que mais ajuda a revitalizar o Centro: restaurar um casarão histórico e trazer cultura para dentro dele, ou priorizar primeiro segurança e comércio para depois atrair projetos culturais?

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