KUWAIT DIZ QUE 'VÁRIOS AVIÕES DOS EUA' CAÍRAM E TRUMP AMEAÇA IRÃ: 'DEPONHAM ARMAS OU ENFRENTEM A MORTE'

O governo do Kwait, aliado dos Estados Unidos, não confirmou as causas exatas das quedas de aeronaves
                                            Official White House / Emily J. Higgins
O presidente dos Estados Unidos Donald Trump | 

Segundo informações do Ministério da Defesa Kuwait, país aliado dos Estados Unidos, “vários” caças dos EUA caíram no país nesta segunda-feira (2). O governo não informou quantas aeronaves caíram nem as causas exatas.

Alguns vídeos publicados nas redes sociais mostram pelo menos um caça em chamas caindo em espiral antes de atingir o solo, e um piloto se ejetando e descendo de paraquedas em uma área desértica. A aeronave era um F-15E e a ocorrência foi registrada a menos de 10 quilômetros da base aérea Ali Al Salem, que abriga forças estadunidenses.

Outras imagens mostram o piloto ajoelhado no chão ao lado de um paraquedas laranja e branco e, em outro registro, já de pé enquanto fumaça preta sobe ao fundo. Um dos vídeos foi localizado a cerca de 30 quilômetros da mesma base.

Em comunicado, o porta-voz do ministério, coronel Said Al-Atwan, declarou que as autoridades iniciaram imediatamente operações de busca e resgate e que as equipes foram retiradas dos locais das quedas e transferidas para hospitais, onde passaram por avaliação e receberam atendimento médico. A autoridade afirma ainda que os tripulantes estão em condição “estável” e o Kuwait mantém “coordenação direta” com os EUA.

A embaixada dos Estados Unidos no Kuwait, por sua vez, emitiu um alerta de segurança informando que há ameaça contínua de ataques com mísseis e drones e orientou residentes a evitar a área e permanecer em locais protegidos.

‘Enfrentarão morte certa’

Horas antes, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou as forças de elite do Irã e pediu que os militares do país persa deponham as armas.

O republicano ainda prometeu imunidade aos membros da Guarda Revolucionária do Irã, das Forças Armadas e das forças policiais caso abandonem as armas. “Deponham as armas. Vocês serão tratados de forma justa com imunidade total ou enfrentarão morte certa”, afirmou. “Sejam corajosos, sejam ousados, sejam heróis e recuperem o seu país. A América está com vocês. Eu fiz uma promessa a vocês e cumpri. O resto dependerá de vocês, mas estaremos lá para ajudar.”

Dirigindo-se à população iraniana, o presidente estadunidense declarou que “a hora da sua liberdade está próxima” e acrescentou que, quando a operação terminar, os cidadãos poderão assumir o controle do governo, o que, segundo ele, “provavelmente será a única chance para gerações”.

Trump afirmou que a ofensiva contra o Irã, iniciada no último sábado (28) em operação conjunta com Israel, foi motivada pelo que classificou como fracasso do governo iraniano em negociar “de boa fé” um acordo para interromper o desenvolvimento de armas nucleares. “Não podemos permitir que uma nação que arma terroristas e os incita possua tais armas. Nós devemos fazer com que eles as entreguem. Os EUA têm a força militar mais forte do mundo”, afirmou.

O Irã, por sua vez, afirma reiteradamente que não busca armas nucleares e que seu programa tem fins civis, além de destacar que participou de um acordo nuclear com os Estados Unidos, abandonado por Trump durante seu primeiro mandato.

Reino Unido passa a colaborar com os EUA

O primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, afirmou que os Estados Unidos poderão utilizar as bases do país britânico para lançar ataques “defensivos” a fim de destruir mísseis e lançadores de mísseis iranianos. “O Irã está aplicando uma estratégia de terra arrasada, por isso apoiamos a autodefesa coletiva de nossos aliados e de nosso povo na região”, indicou o primeiro-ministro.

O premiê, no entanto, afirmou que não participará do que classificou como “ataques ofensivos”, uma vez que aposta em “uma solução negociada” como a “melhor maneira de avançar para a região e para o mundo”. Na mesma linha, Starmer disse que o país aprendeu com os “erros” da Guerra do Iraque e ressaltou que o Reino Unido não participou dos bombardeios iniciais e “não participará de ações ofensivas neste momento”.

Segundo a BBC de Londres, os Estados Unidos devem utilizar a base aérea RAF Fairford, na Inglaterra, e a base de Diego Garcia, no Oceano Índico, para conduzir ataques contra alvos iranianos.

Líder supremo foi morto

O líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, morreu no sábado (28) após os bombardeios realizados pelos Estados Unidos e por Israel contra o território iraniano. A informação foi confirmada pelas agências estatais iranianas IRNA e Fars News Agency, que atribuíram a morte aos ataques conduzidos pelos dois países.

“O líder da Revolução Islâmica, aiatolá Seyyed Ali Khamenei, foi martirizado pelos ataques dos regimes de Israel e dos EUA”, informou a imprensa estatal. A confirmação ocorreu horas depois de o presidente estadunidense, Donald Trump, afirmar que os bombardeios haviam atingido o principal líder político e religioso do país.

O governo iraniano decretou luto oficial de 40 dias e declarou que o episódio representa um “grande crime” que não ficará sem resposta. Em comunicado, afirmou que o ocorrido marcará “uma nova página na história do mundo islâmico e do xiismo” e acrescentou que o sangue do líder “vai erradicar o crime e a opressão americana-sionista”.

A ofensiva militar atingiu 24 províncias iranianas, segundo autoridades locais. De acordo com o Crescente Vermelho Iraniano, ao menos 201 pessoas morreram e 747 ficaram feridas. Na capital, Teerã, uma escola foi atingida, resultando na morte de mais de 100 crianças, segundo informações divulgadas por autoridades iranianas.

Em resposta, o Irã lançou ataques contra Israel e contra 14 bases militares dos Estados Unidos no Oriente Médio. Segundo a imprensa estatal iraniana, instalações militares americanas no Bahrein, Jordânia, Catar, Kuwait, Emirados Árabes Unidos e Arábia Saudita foram atingidas.

Khamenei tinha 88 anos e ocupava o cargo de líder supremo desde 1989, quando substituiu Ruhollah Khomeini, fundador da República Islâmica. Ele era a principal autoridade política e religiosa do país e exercia controle direto sobre as Forças Armadas, o Judiciário e os principais centros de poder iranianos.

Editado por: Nathallia Fonseca

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