FRANÇA, ALEMANHA E REINO UNIDO PRONTOS PARA ADOTAR ''AÇÃO DEFENSIVA'' CONTRA O IRÃ

França, Alemanha e Reino Unido alertaram o Irã de que estão prontos para adotar ação militar para defender seus interesses e os de seus aliados no Golfo. Em um comunicado conjunto, os paísem respondem aos "ataques de mísseis indiscriminados e desproporcionais lançados pelo Irã contra países da região, incluindo aqueles que não estavam envolvidos nas operações militares iniciais dos EUA e de Israel", afirmam.

"Tomaremos medidas para defender nossos interesses e os de nossos aliados na região, potencialmente permitindo ações defensivas necessárias e proporcionais para destruir, na origem, a capacidade do Irã de lançar mísseis e drones", dizem no texto.

O primeiro‑ministro britânico Keir Starmer afirmou que o Reino Unido não participará de ataques diretos, mas concordou em permitir que os Estados Unidos usem bases britânicas para atingir mísseis iranianos e seus locais de lançamento.

"A única maneira de deter a ameaça é destruir os mísseis na origem", afirmou. O govern o britânico havia anteriormente se recusado a permitir que os EUA utilizassem suas bases para atacar o Irã.

França envia dois navios de guerra

Já a França enviará dois navios de guerra ao Mar Vermelho nos próximos dias para integrar uma missão naval da União Europeia na região, disse neste domingo um funcionário do bloco após uma reunião de emergência entre os ministros das Relações Exteriores.

Houve um aumento acentuado nos pedidos adicionais de proteção por parte de embarcações civis na área, afirmou sob condição de anonimato à agência de notícias AP.

À imprensa, o chanceler federal alemão Friedrich Merz afirmou que Berlim compartilha "o alívio de muitos iranianos" após a morte do líder supremo aiatolá Ali Khamenei, mas alertou que a continuidade dos ataques "não está isenta de riscos".

"Não sabemos até que ponto a região será arrastada para uma escalada pelos duros contra-ataques do Irã", disse ele a repórteres em Berlim.

"O regime dos aiatolás é um regime terrorista responsável por décadas de opressão do povo iraniano", afirmou, acrescentando que a Alemanha compartilha do interesse dos EUA e de Israel em "conter o perigoso armamento nuclear e balístico do Irã".

gq (AFP, AP, DW)

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