EFIGÊNIA ROLIM, ARTISTA QUE ENCANTOU O MUNDO COM PAPEL DE BALA, MORRE EM CURITIBA

A multiartista viveu seus últimos dias no Asilo São Vicente, no bairro Juvevê

Isabelle Sales 



Curitiba se despede de Efigênia Rolim, artista que transformou lixo em arte (Foto: Divulgação)

Morreu neste sábado (28), aos 98 anos, a artista Efigênia Rolim, conhecida como a “Rainha do Papel de Bala”. Referência da cultura popular em Curitiba, ela construiu uma trajetória marcada pela criatividade, resistência e amor pela arte, mesmo sem formação acadêmica.

A multiartista viveu seus últimos dias no Asilo São Vicente, no bairro Juvevê, em Curitiba. Informações sobre o velório e sepultamento não foram divulgadas até o momento.

Efigênia nasceu em 1931, em Santo Antônio do Matipó, no interior de Minas Gerais. Em 1965, mudou-se com a família para o norte do Paraná e, alguns anos depois, em 1971, chegou a Curitiba.

Mãe e esposa, enfrentou uma vida de dificuldades antes de iniciar sua carreira artística, que só aconteceu aos 60 anos.

Arte que nasceu da simplicidade

Antes das esculturas, a poesia foi seu primeiro contato com a arte. Efigênia gostava de escrever, declamar e cantar seus versos, prática que ganhou espaço na tradicional Feira do Largo da Ordem, onde também produziu seu primeiro livro.

Com o tempo, passou a explorar sua habilidade manual e encontrou no papel de bala sua principal matéria-prima. Aquilo que muitos descartavam virou arte em suas mãos.

Com criatividade e sensibilidade, Efigênia transformou embalagens simples em esculturas, objetos e figurinos que chamaram a atenção do público e da crítica. Seus trabalhos foram expostos em diferentes partes do mundo.
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