LIDER SUPREMO DO IRÃ AMEAÇA AFUNDAR PORTA-AVIÕES DOS EUA EM MEIO A TENSÕES

Aiatolá Ali Khamenei também afirmou que o presidente Donald Trump "não conseguirá depor a República Islâmica"

Nadeen Ebrahim, da CNN

                                                                                                    imagens: REUTERS
Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump e líder supremo do Irã, Ali Khamenei 

O líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, respondeu às recentes ameaças do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, contra a República Islâmica, afirmando que o líder americano não pode derrubar o regime.

"Eles continuam dizendo que 'enviamos um porta-aviões em direção ao Irã'. Muito bem. Um porta-aviões é certamente um equipamento perigoso. Porém, mais perigoso do que o porta-aviões, é a arma que pode afundá-lo", disse Khamenei, segundo a mídia iraniana, nesta terça-feira (17), afirmando a Trump que ele não pode destruir a República Islâmica.

O aiatolá também declarou que o presidente americano "não conseguirá depor a República Islâmica". O país é governado por líderes religiosos desde a Revolução Islâmica de 1979.
Segundo a mídia do país, o líder supremo fez os comentários em um discurso nesta terça-feira em Teerã, enquanto o ministro das Relações Exteriores, Abbas Araghchi, e sua delegação iniciavam conversas indiretas com os EUA em Genebra.

Os militares dos EUA continuam um significativo reforço de seus recursos aéreos e navais no Oriente Médio em meio às negociações planejadas. Trump alertou nos últimos dias que "as consequências serão muito graves" para o Irã caso não chegue a um acordo.

Entretanto, o Irã tem repetidamente afirmado que não tolerará ameaças como tática de negociação e enfatizou que está pronto para retaliar caso Washington opte por atacar.

"O presidente dos EUA diz que seu exército é o mais forte do mundo, mas o exército mais forte do mundo às vezes pode ser tão duramente atingido que não consegue se levantar", disse Khamenei, em comentários publicados pela mídia iraniana.

Um alto funcionário iraniano disse à agência de notícias Reuters nesta terça-feira (17) que o sucesso das negociações em Genebra dependia de os EUA não fazerem exigências irreais e de sua seriedade em suspender as sanções econômicas paralisantes contra o Irã.

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