CONFIRA DOCUMENTO EM QUE MILITARES GOLPISTAS FALAM EM MATAR MORAES, LULA E ALCKMIN POR TIRO OU VENENO

PF prendeu policial e quatro 'kids pretos' do Exército nesta terça; grupo teria tramado golpe de Estado e assassinato de autoridades para impedir posse de Lula em janeiro de 2023.

Por Mateus Rodrigues, Valdo Cruz, Gustavo Garcia, Mariana Laboissière, Fábio Amato, Isabela Camargo, Camila Bomfim, g1, GloboNews e TV Globo — Brasília


PF prende militares suspeitos de planejar matar Lula, Alckmin e Moraes em 2022

A Polícia Federal apreendeu documentos nos quais militares golpistas falam em assassinar, em dezembro de 2022, o então presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva, o vice-presidente eleito Geraldo Alckmin e o ministro Alexandre de Moraes.

Trechos do documento constam na representação enviada pela PF ao Supremo Tribunal Federal, que embasou a prisão de quatro militares do Exército e um policial federal nesta terça-feira (19).

Segundo a PF, "considerando todo o contexto da investigação, o documento descreve um planejamento de sequestro ou homicídio do ministro Alexandre de Moraes".

No trecho final, no entanto, os golpistas falam que também levantaram informações sobre outros alvos possíveis, identificados por codinomes:

Jeca – que, segundo a PF, faria referência a Lula;
Joca – que, também segundo a PF, seria Geraldo Alckmin;
e Juca – que a PF ainda não conseguiu identificar.

O material foi encontrado em um dispositivo eletrônico do general de brigada Mário Fernandes – descrito como "um dos militares mais radicais" e influente nos acampamentos golpistas montados após a derrota de Jair Bolsonaro na eleição de 2022.

➡️ No material, intitulado "Planejamento Punhal Verde Amarelo", os militares listam uma série de "demandas" operacionais e logísticas para concluir os planos.

➡️ E indicam, também, as "condições de execução" – ou seja, as circunstâncias que permitiriam, de fato, executar a chapa presidencial eleita em outubro de 2022.

Há pontos de coincidência, de acordo com os investigadores, entre o planejamento descrito no documento e o evento "Copa 2022", em que militares chegaram a se posicionar nas ruas de Brasília para tentar sequestrar Moraes. O plano foi abortado antes de qualquer contato com o ministro.


O que são os 'kids pretos'?


Veja abaixo detalhes do documento encontrado pela PF:

Página 1 – reconhecimento operacional e monitoramento

Na primeira página do documento, os golpistas listam as demandas de "rec op" – segundo a PF, abreviação de "reconhecimento operacional".

O grupo lista "pontos de controle", como o Eixo Monumental (via no centro de Brasília onde ficam os ministérios, o Palácio do Planalto e o prédio do STF), a via L4 (também nas imediações dos prédios oficiais) e a Avenida do Exército (via do Quartel-General do Exército, mais afastada).

Lista, também, o tamanho das equipes de segurança pessoal e veículos SUV e blindados.

Segundo a PF, essa página se refere às "diligências necessárias, que já estavam em andamento, para identificar o aparato de segurança pessoal do ministro Alexandre de Moraes, compreendendo os equipamentos de segurança, armamentos, veículos blindados, os itinerários e horários".

A PF diz ainda que fica claro, já nessa página, que o grupo estava disposto a matar Moraes, seus seguranças e até os próprios membros do plano golpista para cumprir a missão.

"Ou seja, claramente para os investigados a morte não só do ministro, mas também de toda a equipe de segurança e até mesmo dos militares envolvidos na ação era admissível para cumprimento da missão de 'neutralizar' o denominado 'centro de gravidade', que seria um fator de obstáculo à consumação do golpe de Estado".


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