ENIGMA MATEMÁTICO DE 3700 ANOS PODE TER SIDO SOLUCIONADO

Tábua babilônica contém inscrições que podem ter sido usadas mil anos antes do famoso Teorema de Pitágoras2 min de leitura

(Foto: Reprodução/ Rafael)


A análise de um texto babilônico gravado no barro pode ser a resposta para um enigma de 3,7 mil anos. Os escritos contém uma série de números dispostos em quinze linhas e quatro colunas e são considerados triplos pitagóricos, séries de três números que indicam os comprimentos dos três lados dos triângulos retângulos.

O teorema, que talvez seja o mais famoso do mundo, diz que a soma dos quadrados dos catetos resultam no quadrado da hipotenusa. Isso é aprendido logo cedo na escola, mas o que poucos sabem é que o “Teorema de Pitágoras”, como é conhecido, já era usado muito tempo antes do grego: se a hipótese estiver correta, os escritos do barro provarão que os moradores da Babilônia (atual Iraque) usavam o método cerca de mil anos antes.

Entre os mistérios da matemática, o Plimpton 322 (nome dado à pedra) "é, sem dúvida, o mais famoso, o mais bem estudado e o mais controverso", diz Mathieu Ossendrijver, pesquisador da Universidade Humboldt, em Berlim. O motivo, ele explica, é que "é único, não há cópias do conteúdo. É por isso que é tão difícil determinar o que era. "

Os pesquisadores Daniel Mansfield e Norman Wildberger voltaram a estudar o artefato recentemente e concluíram que ele provavelmente é o registro trigonométrico mais antigo do mundo.

"O grande mistério é o motivo pelo qual os escribas babilônicos fizeram o complexo trabalho de cálculo e organização dos números neste item", explica Mansfield em um comunicado à imprensa.

"Nosso estudo revela que Plimpton 322 descreve as formas dos triângulos retângulos usando uma nova forma de trigonometria baseada na razão dos números [que expressam os comprimentos dos lados], sem usar ângulos ou círculos. É um trabalho matemático fascinante que denota a engenhosidade".

Os especialistas acreditam que seu uso era prático, na arquitetura ou na engenharia da época. O historiador Mathieu Ossendrijver ressalta para o El País, entretanto, que por mais que essa seja a teoria mais plausível nada ainda foi provado.

REVISTA GALILEU
REDAÇÃO 28 AGO 2017 

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