IMPRESSIONANTE DIFERENÇA DE ÓBITOS NA CHINA E NO BRASIL PELA COVID-19

A população da China é de 1,4 bilhão de habitantes, 6,6 vezes a população brasileira. Morreram do novo coronavírus 9.268 chineses. 


No Brasil, somos 212 milhões de habitantes. Até 26 de setembro de 2020, somam 141 mil óbitos da covid-19. Quando nos expomos a refletir sobre a diferença impressionante de cidadãos vivos e mortos entre os dois países, nos consorciamos solitário e silenciosamente à dimensão da incompreensão e total vazio interior de entendimento de causas, acertos, erros, efeitos e consequências.

Se possível, pedimos às amigas e amigos, de perto e de longe, deem um pouco de atenção aos fatos que leem, ouvem e veem diariamente relativos aos processos de globalização, solidariedade, verdades, considerações sobre realidades distintas: vida e morte. Procurem ir às profundezas, filosofem sozinhos ou em grupo, temperem com a devida prudência o raciocínio, as explicações e as preocupações. Bradamos que disponham um minuto para alevantar, iluminar e compartilhar horizontes seguros e prazerosos para 7 bilhões de terráqueos.

Por mais diferentes que sejam na cor, linguagem, raça, cultura, credos, descrenças, escolaridade, ideais, atitudes, preferências, idade, sistemas políticos, carências, desigualdades, maneiras de agir, disciplina social, ordem pública, comportamentos, progresso material, todos os seres humanos, indistintamente, são dotados de sete semelhanças: razão (mente, pensamento), sentimento (coração, emoção), dignidade, livre arbítrio, necessidades, direitos, deveres.

Na modernidade, são inadmissíveis gritantes diferenças de altos salários e renda de alguns poucos e penúria de universo expressivo da população brasileira e mundial. Às vezes, são moralmente questionáveis as formas como foram adquiridos e acumulados bens, riquezas, propriedades, posses e poderes. A humanidade está ferida, indignada e sofre por conta de 20 desajustes: Competição econômica selvagem, ódio, armas atômicas, inveja, ufanismo (vanglórias), guerras (conflitos bélicos), discriminação, terrorismo, imoralidade, injustiça, preguiça, desvios da inteligência, maldades do coração, enganações, mentiras, roubo (corrupção), assalto, lesão física, degradação ambiental e do reino, droga ilícitas.

À luz do contexto e da verdade, vive-se vácuo de confiança. Não há sequer um líder universal que cative e seja compreendido, corrija equívocos e ilumine caminhos pacíficos, promova unidade e amadurecimento quanto aos princípios e fins dos instrumentos essenciais disponíveis do bem e do progresso.

Sim, a vida é luta diária, mas atenção para três situações: 1.Em todas as esferas, a tendência atual é obter ganhos de qualquer jeito causando impactos nas mídias.

2.O incontrolável desgaste das palavras é muito mais pavoroso, devorador e letal do que a covid-19.

3.Hoje, amanhã e sempre, repousemos em valores que promovam a convivência pacífica e harmonizem a unidade entre vida e transcendência.

Pedro Antônio Bernardi – economista, jornalista, professor, palestrante. (pedro.professor@gmail.com)

GAZETA SANTA CÂNDIDA, JORNAL QUE TEM O QUE FALAR

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