GLOBALIZAÇÃO EXPÕE ENFERMIDADES E OPORTUNIDADES


Dirigentes de Congregação Religiosa nos convidaram para ministrar palestra e discutir interfaces, gestão e processos de globalização econômica, política, social e espiritual. 
Dedicamos meia jornada para confrontar globalização solidária e antiglobalização. Primeiro, é fundamental entender que, às vezes, o corpo todo está são; basta entupimento agudo de uma artéria do coração para matar a pessoa. Segundo, é razoável diferenciar globalização, inversão de valores, contravalores e prioridades. Consideramos globalização processo positivo, inevitável para o cidadão universal viver mais e melhor, apesar da resistência de cânceres no coração e na razão de alguns poucos, enfermidades da alma de muita gente e tiranias políticas distribuídas no quadrante do universo.

Mesmo em plena pandemia da covid-19, a globalização varre da face da terra males terríveis causados pelo egoísmo, indiferença, opressão e injustiça. Abre corredores para aproximar e unir povos, culturas e nações. Facilita veiculação e massificação de conhecimentos, aperfeiçoamentos e informações produtivas. Processa livre circulação de bens, remédios, serviços, pessoas e capitais. Constroi alianças estratégicas, parcerias, intercâmbios e fusões. Estimula competições saudáveis e evidencia oportunidades, ameaças e riscos. Socorre oprimidos, desamparados e povos que sofrem por conta da corrupção, perseguição e má gestão pública.

Com todas as letras, a globalização ainda não iluminou suficientemente as mídias, os comunicadores e os detentores de poder sobre seu papel, responsabilidades e missão de serviço. Acreditem ou não, há 2020 anos o Ente mais global do universo é Jesus Mestre. A partir do nascimento do cristianismo, a Igreja prega, defende e faz o quanto pode para ajudar os sem teto, sem pão, sem educação, sem trabalho e sem espiritualidade. É lamentável, sobretudo no Brasil, a Igreja não ser ouvida nos anúncios, doutrinas e proclamações, e não ter apoio correspondente da esfera pública e das organizações políticas.

É verdadeiro: O sangue que Cristo derramou para salvar a humanidade ainda não sensibilizou o coração de gelo de alguns que tem poder para mudar a marcha progressiva da civilização. Ninguém duvide de que a globalização da paz, do bem e da solidariedade está para chegar e ficar. A onda do poder pelo poder e da busca de riqueza e fama a qualquer custo, até se for preciso matar e roubar, sofre exaustão e está próxima de passar deste mundo para a condenação eterna. A garantia de viabilização rápida dessa era é principalmente de responsabilidade do novo Estado, das comunicações, da Igreja, da escola, dos jovens, dos empreendedores e dos pobres.

Sim, os pobres também precisam fazer sua parte. A educação, e só educação, planejamento familiar, trabalho e renda nivelam os cidadãos universalmente. A globalização reorganiza paradigmas educacionais e aproxima pobres e ricos entre si nas salas de aula presenciais e virtuais, reduz distâncias espaciais, elimina preconceitos, beneficia obreiros qualificados, aumenta a massa salarial do trabalhador atualizado, especializado, ético e bem informado.

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Pedro Antônio Bernardi – jornalista, economista, professor, mestre em educação, consultor de comunicação, conferencista. (pedro.professor@gmail.com).

Ilustração: Gzt StC
GAZETA SANTA CÂNDIDA, JORNAL QUE TEM O QUE FALAR

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