PARA REFLETIR E CELEBRAR O DIA DO AMIGO EM 20 DE JULHO

Amigos leais e honestos, familiares, parentes, luminares são seres racionais e afetivos que habitam no coração, preenchem espaços na mente, aprofundam a meditação, enriquecem a comunhão. No silêncio e na disponibilidade, são guias e guardas da fraternidade e do benquerer. De perto ou de longe, os amigos estão sempre lembrando passagens, caminhos, fatos gravados na memória, unindo-se e encorajando-se. Se precisar de favor às 2 horas de madrugada, fria e chuvosa, por exemplo, estão de prontidão uma hora antes para servir.

Pessoal ou comunitariamente, amigo-irmão realiza pelo menos uma boa obra para si e família e outra para o próximo, cotidianamente. Também está sempre disposto a iluminar horizontes e construir em conjunto obras positivas e construtivas do reino. Dignidade, admiração, respeito, idoneidade são essências vitais das amizades perpétuas.

Outros valores a exaltar dos amigos são a dinâmica espiritual e o reconhecimento da gratuidade, bondade e misericórdia da Trindade Santa. Na linha do tempo, partilham sementes que frutificam e fermentam a harmonia, a paz e a unidade no lar, no ambiente de trabalho, nos clubes recreativos, na sociedade. As raízes profundas do bem recíproco sedimentam a solidariedade, a liberdade, a igualdade e a escala de valores vivenciados.

No mundo polarizado de hoje, quem não tem amigos confiáveis sofre triste individualidade. Nesse particular, é oportuno alertar que facilidades, superficialidades, desperdícios de tempo e práticas improdutivas exigem correções e mudanças de rumo. Precisamos urgentemente passar por processo de cura viral para evitar que os anos vindouros não sejam tão difíceis quanto o tempo presente de pandemia da covid-19. Enganam-se os adoradores de títulos, vaidades, elogios, exibições, cargos, dinheiro roubado, riquezas ilegais, impurezas, drogas, bebidas, orgulho, avareza, inveja, ira, gula, preguiça.

Os benefícios humanos e espirituais, temporais e espaciais, das boas amizades ultrapassam gerações. A soma e circulação de experiências amadurecidas tornam-se fontes cristalinas de amor e memoriais históricos de relacionamento interpessoal. E mais: Concentram propriedades pedagógicas originais, interação perfeita, aspirações, alegrias, felicidades duradouras e sãs.

Com as mãos erguidas para o céu e coração cheio de alegria receba do amigo eterno e Criador de tudo e de todos bênçãos, glórias, vida plena, saúde e graças.

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Pedro Antônio Bernardi – professor, jornalista, economista, conferencista. (pedro.professor@gmail.com)


GAZETA SANTA CÂNDIDA, JORNAL QUE TEM O QUE FALAR

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