Após perder as pernas, João Silva completou maratona de Nova Iorque

Um ano depois de perder as pernas ao serviço do New York Times no Afeganistão, o fotojornalista de origem portuguesa João Silva concluiu, este domingo, a maratona de Nova Iorque em cadeira de rodas.

       foto Patrick McDermott/Getty Images/AFP

"Senti-me bem. Sou um corredor por natureza. Queria correr", disse o fotojornalista natural de Lisboa ao diário norte-americano após a corrida de 42 quilómetros, que fez com uma cadeira de rodas adaptada a bicicleta com pedais de mão.

Silva, que se notabilizou na África do Sul, pisou uma mina anti-pessoal a 23 de Outubro de 2010, quando acompanhava uma patrulha norte-americana no Afeganistão, depois de os especialistas terem dado o terreno onde se encontravam como desminado.

Os médicos norte-americanos fizeram várias operações aos membros inferiores, amputados, de forma a prepará-los para as próteses, bem como no abdómen e bexiga, órgãos que sofreram ferimentos graves provocados pelos estilhaços.

Em Nova Iorque, Silva concluiu a maratona em duas horas e 38 minutos, em 52.º lugar da sua categoria, mesmo com quase nenhum treino, uma vez que foi submetido a uma operação cirúrgica há poucas semanas.

"Treinei alguma coisa, mas não tanto quanto deveria. Estava a contar [em concluir a corrida em] três horas e meia", adiantou o fotojornalista, que foi corredor de motas, mas nunca tinha feito provas de atletismo.
Jornal de Notícias - Portugal
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