Desvio de verbas de cursos de formação


Governo tem investido na formação
em turismo por causa das Olimpíadas,
 verbas terão sido desviadas
 (Bruno Domingo/Reuters/Arquivo)


Os detidos são suspeitos de fraude e corrupção: as autoridades dizem que terão desviado fundos em operações internas do Ministério do Turismo. Num dos casos, terão ficado com verbas destinadas a cursos para profissionais de turismo.

O ministério tem ganho mais importância por causa do Mundial de Futebol em 2014 e das Olimpíadas em 2016 no Rio de Janeiro, com o Governo a financiar a formação de taxistas, empregados de restaurantes e funcionários de hotéis.

O mais alto responsável detido no âmbito da “operação Voucher” é Frederico Silva da Costa, o “número dois” do ministério. Estão ainda em prisão preventiva o antigo titular do cargo, Mário Moysés, o secretário nacional de Programas e Desenvolvimento do Turismo, Colbert Martins da Silva Filho, o antigo presidente do Instituto Brasileiro de Turismo (Embratur), Mário Moysés, e vários funcionários do Instituto Brasileiro de Desenvolvimento e Infraestrutura Sustentável (Ibrasi), organismo responsável pela formação em turismo.

Provas "robustas"

A “robustez das provas” contra os suspeitos justifica a prisão preventiva, explicou o director-executivo da Polícia Federal, Paulo de Tarso Teixeira, ao diário Folha de São Paulo. O prazo da detenção foi largo tendo em conta a necessidade de evitar eliminação de provas, explicam ainda as autoridades.

O ministro do Turismo, Pedro Novais Lima, terá sido chamado à Presidência para dar explicações sobre o caso, mas manter-se-á, para já, no cargo. O responsável é do PMDB (Partido do Movimento Democrático Brasileiro), o principal aliado do Partido dos Trabalhadores da Presidente, Dilma Rousseff, no Governo mas que tem bloqueado parte da agenda legislativa presidencial no Congresso.


Uma sucessão de casos



Dilma Rousseff perdeu três responsáveis governamentais desde Maio em resultado de alegações de corrupção.
O caso no Ministério do Turismo segue-se a casos de alegada corrupção no Ministério dos Transportes (sobrefacturação de obras), Agricultura (corruopção, cargos distribuídos segudno cores partidárias) Cidades (gastos irregulares; suspeita de favorecimento de empresas que contribuíram para o partido do ministro, o Partido Progressista) e Minas e Energia (pagamentos por contrapartidas).

Analistas dizem que a Presidente poderá eventualmente sair beneficiada destes casos, já que pode ser vista como ordenando operações de "limpeza" contra a corrupção










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