sábado, 11 de março de 2017

PORTO PROMOVE CURSO PARA VOLUNTÁRIOS QUE VÃO ATENDER A FAUNA PETROLIZADA

A Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa) sediou nesta quinta-feira (09), em Paranaguá, o segundo curso de capacitação para voluntários que atuarão no atendimento da fauna petrolizada, em caso de acidentes ambientais envolvendo derramamento de óleo e produtos químicos perigosos. 

O curso faz parte de um convênio entre a Appa e a Fundação de Apoio ao Desenvolvimento da Faculdade Estadual de Filosofia, Ciências e Letras de Paranaguá e da Universidade Estadual do Paraná (Funespar), responsável por este trabalho com a fauna em caso de acidentes. 

Cinquenta alunos do curso de Biologia da Universidade Estadual do Paraná (Unespar) participaram da capacitação, ministrada pelo capitão Eduardo Pinheiro, diretor do Centro Universitário de Estudos e Pesquisa sobre Desastres (Cedep/PR), entidade ligada à Casa Militar do Governo do Paraná. 

O grupo de alunos voluntários se dispõe a trabalhar em um regime permanente de prontidão e revezamento, com rápida mobilização em caso de emergências. Eles vão utilizar como base o Centro de Proteção Ambiental das Baías de Paranaguá e Antonina - a primeira base do Brasil localizado em um porto público e que integra atendimentos a emergências ambientais envolvendo derramamentos químicos e de óleo, com o atendimento à fauna petrolizada. 

O capitão Eduardo Pinheiro, da Defesa Civil, conta que o projeto é inédito e pioneiro. “O Porto possui atualmente a estrutura mais moderna do País no atendimento de acidentes ambientais. O grupo de alunos voluntários está sendo preparado para resgatar os animais atingidos por óleo, tratando-os adequadamente para que possam ser devolvidos à natureza em uma condição saudável novamente”, explica o capitão Pinheiro. 

Durante o curso os voluntários receberam informações sobre o que é uma Unidade de Despetrolização de Fauna, ações de resgate, apoio no transporte de animais resgatados, triagem e destinação da fauna resgatada, quais as obrigações de um voluntário, como eles são acionados e qual o papel dos deles em um acidente ambiental. 

O diretor-presidente da Appa, Luiz Henrique Dividino, explica que o curso é uma medida de prevenção, tendo em vista que o mercado dispõe de poucos profissionais capacitados para o atendimento da fauna petrolizada em situações de acidentes ambientais. 

“Esta é mais uma ação da Appa em prol da proteção ambiental do complexo estuarino de Paranaguá”, enfatizou Dividino. 

OS MAIORES INVESTIMENTOS DA HISTÓRIA 

 Nos últimos cinco anos, a Appa investiu aproximadamente R$ 35 milhões na área de meio ambiente. 

Os recursos foram aplicados em projetos de engenharia para o desenvolvimento ambiental, estudos ambientais, étnicos e arqueológicos para novos licenciamentos, planos de emergência, prontidão ambiental, saneamento e tratamento de efluentes, coleta e destinação de resíduos sólidos, monitoramentos de dragagens, controle de pragas e proliferação de vetores, varrição mecanizada de ruas e avenidas, recuperação de passivos ambientais, gerenciamento de emissões atmosféricas e de ruídos, gerenciamento de água de lastro dos navios, monitoramento da qualidade das águas e dos sedimentos, monitoramento da biota aquática, monitoramento da avifauna, monitoramento da atividade pesqueira, entre outros. 

Para 2017 e 2018, a Appa investirá outros R$ 32 milhões em meio ambiente para dar continuidade aos mais de 40 projetos e programas que estão em andamento e no aprimoramento do trabalho já realizado. 

Devido às ações e investimentos em meio ambiente, o Porto de Paranaguá saltou da 26ª posição, em 2012, no Índice de Desempenho Ambiental da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), para a 3ª colocação, em 2016, em qualidade de serviços ambientais.

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