sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

ANTES DE MORRER, JOVEM REVELOU QUE FOI AGREDIDO PELA MÃE POR SER GAY

Dois dias antes de ser esfaqueado e carbonizado, Itaberli Lozano afirmou em uma postagem no Facebook que foi agredido pela mãe por ser gay. A publicação, que havia sido apagada, foi recuperada por amigos do jovem e entregue ao Ministério Público

Pouco tempo antes de ser assassinado, Itaberli Lozano revelou no Facebook que foi espancado pela mãe por ser gay e que estava sendo perseguido


48 horas antes de ser assassinado, o adolescente Itaberli Lozano, de 17 anos, afirmou em uma postagem no Facebook que foi agredido pela mãe por ser homossexual. As imagens da publicação — que acabou sendo apagada depois — foram recuperadas por amigos do jovem e entregues ao Ministério Público.

Na publicação, o adolescente relata que foi espancado “pela mulher que chamava de mãe” por ser gay e que Tatiana colocou “uma renca de moleques” para agredi-lo. Lozano diz ainda que foi para a casa de amigos em Franca (SP) para fugir das ameaças.

O tio paterno da vítima, Dario Rosa, já havia afirmado que Tatiana não aceitava a homossexualidade do filho e, por esse motivo, os dois tinham muitas discussões. A família suspeitava que o crime foi motivado pelo fato de Lozano ser gay.
Quebra-cabeça

Os novos depoimentos sobre o caso embaralharam o quebra-cabeça, e a polícia agora busca saber quem, de fato, esfaqueou Itaberli.

Imagens de câmeras de segurança posicionadas em frente à casa mostram os dois garotos batendo em retirada, enquanto a mulher está do lado de fora. Depois, ela entra na residência e ninguém sabe o que aconteceu a partir de então – e nem antes.

O que se sabe é que a mãe enrolou o filho morto em um edredom, retirou o corpo pela garagem dos fundos e o colocou no carro do marido, o tratorista Alex Canteli Pereira, de 30 anos, que também está preso. O casal levou o cadáver até um canavial e o incendiou. Depois, jogaram o celular do garoto em um matagal – o aparelho não foi encontrado.

O promotor Wanderley Baptista da Trindade Junior afirmou que o “principal motivo” do crime é homofobia. Familiares e testemunhas afirmam que Tatiana não aceitava a homossexualidade do filho.

Post e imagens divulgados por Itaberli 2 dias antes de morrer:

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