sábado, 3 de setembro de 2016

Senador admite que votou contra Dilma mesmo sem crime de responsabilidade


"Nós temos a convicção de que não há crime de responsabilidade fiscal nesse processo, mas falta governabilidade e a volta da presidente poderia causar um transtorno" Em entrevista, senador admite que votou pela cassação mesmo sabendo que não há crime


O senador Acir Gurgacz (PDT-RO), que votou a favor do impeachment de Dilma Rousseff, disse nesta quarta-feira (31), em vídeo publicado no Facebook, que não há crime de responsabilidade nos atos praticados por ela.

No vídeo, publicado em seu perfil oficial, Acir Gurgacz justifica o voto pró-impeachment afirmando que faltaria “governabilidade” a Dilma caso ela retornasse à Presidência.

Gurgacz estava entre os parlamentares que ficaram indecisos até o último minuto.

“Foi uma decisão muito difícil mas importante para o nosso país. Eu entendo que não há crime de responsabilidade, mas falta governabilidade para a presidente voltar a governar o nosso país. A volta da presidente talvez causasse um problema ainda maior para a economia brasileira, que já não está bem”, afirmou o senador do PDT.

“Votamos de acordo com a vontade da população brasileira, principalmente com a vontade da população do nosso estado de Rondônia”, concluiu.

“Não há crime, mas há impeachment”

Segundo o senador, os votos a favor do impeachment foram motivados pela questão política, pela falta de governabilidade.

Gurgacz afirma que a motivação dos votos não é razão para questionar o resultado do impeachment no Supremo Tribunal Federal, como pretende a defesa de Dilma.

“O que vale é meu voto ou meu argumento? O que vale é meu voto, é o painel. Se o meu argumento é outro, o que importa é o voto. Eu fiz um estudo jurídico sem nenhum [fator] político. O resultado foi totalmente diferente, por unanimidade, não havia crime de responsabilidade”, declarou.

VÍDEOS:

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IMPEACHMENT

Dilma Rousseff teve o mandato cassado pelo Senado Federal nesta quarta-feira (31) por 61 votos a 20. Em outra votação no mesmo dia, os senadores não conseguiram cassar os direitos políticos da ex-presidente.

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