segunda-feira, 29 de agosto de 2016

Exportação de conceito sustentável é alternativa para América do Sul expandir mercado

Reunidos no Brasil, especialistas defendem a necessidade da criação de uma identidade regional aos produtos sul-americanos antes de embarcá-los

A América do Sul precisa investir em pesquisa e propaganda e diversificar a lista de produtos exportados para continuar crescendo, apontam especialistas durante o 4º Fórum de Agricultura da América do Sul (Agricultural Outlook Forum 2016). 

O evento teve início hoje (25), no Museu Oscar Niemeyer (MON), em Curitiba, e reúne representantes de todos os elos da cadeia produtiva regional. O painel de abertura – “Nova estratégia para uma nova agricultura” – contou com a presença de nomes do Brasil, Argentina e Paraguai.

Segundo o secretário de Relações Internacionais do Agronegócio do Ministério de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (SRI/MAPA) do Brasil, Odilson Luiz Ribeiro e Silva, é preciso exportar não só o produto, mas o conceito nacional. “Os mercados internacionais precisam saber como o Brasil produz com sustentabilidade e com as normas ambientais mais rígidas do mundo. Eles acham que não preservamos o meio ambiente e temos condições de trabalho degradantes porque não temos um sistema de divulgação do que é bom em nossa agricultura”.

Para o diretor da Federação da Agricultura do Estado do Paraná (Faep), Leonel Poloni, os países sul-americanos têm de protagonizar a elaboração de pesquisas que destaquem o conceito sustentável, a sanidade e o bem-estar animal das cadeias produtivas regionais.

 “Juntos, Paraguai, Argentina, Brasil, Uruguai e demais países da América Latina, somos responsáveis pela alimentação do mundo. Temos que participar da elaboração das normas internacionais e não podemos ser analisados por terceiros, temos que fazer nossas próprias análises dos sistemas de produção”.

O secretário da SRI/MAPA destacou ainda a importância de se diversificar a pauta de exportação. “Somos competitivos em apenas 42% do mercado internacional do agronegócio. Tem outro universo, de 58%, em que não somos competitivos, participamos com menos de 1% dos produtos no mercado internacional, como pescados, frutas, nozes, castanhas e bebidas”, destacou.

 O vice-ministro de Agricultura do Paraguai, Mario León, destacou o desejo de se construir alianças para ganhar mercados regionais e internacionais.

Além de Silva e Poloni, participaram da primeira conferência do evento o secretário de Agricultura e Abastecimento do Estado do Paraná, Norberto Ortigara, o presidente da Organização das Cooperativas do Paraná (Ocepar), José Roberto Ricken, o economista e analista da Bolsa de Rosário na Argentina, Guillermo Rossi, e o coordenador do 4º Fórum de Agricultura da América do Sul, Giovani Ferreira.

 

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