quarta-feira, 6 de julho de 2016

Ricardo Boechat defende a legalização e relembra dia em que fumou maconha

Ricardo Boechat condena a hipocrisia e as leis retrógradas brasileiras que mantém substâncias na ilegalidade. "Ah você vai ficar doidão. Tem cara que fica doidão e pinta bem pra caralho, outros compõem músicas antológicas. Tem mais, Hitler não se drogava, o Eduardo Cunha não deve consumir droga [...]"


O jornalista Ricardo Boechat


O jornalista Ricardo Boechat, do Jornal da Band e da Bandnews, conversou abertamente com o Growroom sobre o consumo, a legalidade, a venda e a repressão às drogas e ao tráfico.

Em entrevista, Boechat conta que sua relação com a maconha foi há muito tempo, mas que ainda se lembra dos efeitos: “eu danei a rir, eu ri pra caralho, ri feito bobo, que foi o efeito que se repetiu e foi a única coisa que me encantou na maconha, que foi me transformar em bobo”.

Mas, como de costume, Boechat fala sério na entrevista. Os principais alvos são a hipocrisia e as leis retrógradas brasileiras que mantém as substâncias na ilegalidade como se isso resolvesse os problemas:

“Ah você vai ficar doidão. Tem cara que fica doidão e pinta bem pra caralho, outros compõem músicas antológicas. Tem mais, Hitler não se drogava, o Eduardo Cunha não deve consumir droga”, disse.

Para ele, a autonomia sobre a decisão do consumo ou não das substâncias é individual e não deve ser mediada pelo Estado: “Pois é, eu quero cocaína, eu quero anfetamina, eu quero crack, eu quero heroína, eu quero loló, eu quero o que eu quiser, eu sou o dono do meu nariz! 

Eu não admito que o Estado, a sociedade digam o que eu posso fazer comigo mesmo. Ah não, mas você vai me causar um prejuízo. Que prejuízo que eu vou te causar? Ah você vai ficar doidão. Tem cara que fica doidão e pinta bem pra caralho, outros compõem músicas antológicas. Tem mais, Hitler não se drogava, o Eduardo Cunha não deve consumir droga. E atenção, eu não sou usuário de drogas”.

Boechat crê que o plantio para o consumo próprio é “mais do que legítimo” e assume, que caso precisasse das substâncias, faria o que fosse necessário para ter acesso a elas: “Eu quero que se foda a legalidade, enfia a legalidade no cu! Eu vou lá e compro e foda-se, trago do exterior se tiver que trazer. Porque não acho razoável. Quem é a Anvisa? É uma agência reguladora como todas as outras num antro de putaria. Vou deixar minha saúde nas mãos dessas figuras?”

HuffPost Brasil, Rafael Nardini

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