quinta-feira, 7 de julho de 2016

Papa aceita renúncia de arcebispo da Paraíba que acobertou pedofilia

Papa Francisco aceita renúncia de dom Aldo Pagotto, arcebispo da Paraíba cúmplice de pedofilia e que acobertou padres que molestavam crianças. Militante político, Pagotto costumava ir às ruas pedir o impeachment de Dilma e se posicionar contra "a roubalheira, a falcatrua e a corrupção"

Cúmplice de padres pedófilos, dom Aldo Pagotto costumava frequentar manifestações ‘contra a corrupção’ e a favor do impeachment


O Vaticano informou nesta quarta-feira (6) que o papa Francisco aceitou a renúncia do arcebispo da Paraíba, que é acusado de acobertar padres pedófilos de sua diocese.

Francisco acolheu a abdicação de dom Aldo di Cillo Pagotto, de 66 anos, citando uma determinação da lei eclesiástica da Igreja Católica segundo a qual os bispos têm obrigação de se demitir se estiverem doentes ou se houver uma “causa grave”.

Em circunstâncias normais, ele teria continuado na função até completar 75 anos.

No ano passado, a igreja tirou de Pagotto o poder de ordenar padres, enquanto as acusações contra ele eram investigadas.

Ao aceitar a renúncia de Dom Aldo, Papa Francisco nomeou Dom Genival Saraiva de França, bispo emérito de Palmares (PE), como Administrador Apostólico da Arquidiocese até que um novo arcebispo seja escolhido.

Em março do ano passado, dom Aldo Pagotto participou de ato a favor do impeachment da presidente Dilma Rousseff em João Pessoa (PB), e disse que protestava contra “a roubalheira, a falcatrua e a corrupção”.

Em uma carta publicada no site da diocese, Pagotto se defendeu:

“Acolhi padres e seminaristas com a intenção de lhes oferecer novas oportunidades na vida. Mais tarde alguns se tornaram suspeitos de terem cometido faltas graves… cometi erros por confiar demais, com misericórdia ingênua.”

                          Dom Aldo Pagotto em outra manifestação pró-impeachment

com Reuters

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