quarta-feira, 6 de julho de 2016

Meritocracia? Temer nomeia filho de Paulinho da Força para assumir o Incra

Articulador do impeachment, Paulinho da Força emplaca filho na presidência do Incra em São Paulo. Servidores protestaram contra a nomeação de Alexandre Pereira da Silva, que não tem nenhuma experiência na área

Paulinho da Força cumprimenta Michel Temer. O deputado conseguiu emplacar seu filho na superintendência do Incra em SP

O deputado estadual em São Paulo Alexandre Pereira da Silva (Solidariedade) foi nomeado nesta segunda-feira pelo governo do presidente interino Michel Temer para assumir a superintendência regional do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) no Estado. A nomeação foi publicada na edição desta segunda-feira do “Diário Oficial da União”.

Filho do deputado federal Paulo Pereira da Silva, o Paulinho da Força, Alexandre também é secretário-geral do diretório paulista de seu partido e tem atuação na área sindical e trabalhista.

Apesar de não ser ligado diretamente à área da agricultura, o site institucional da legenda também informa que Alexandre já foi produtor de pimentões em estufas num sítio da família em Jundiaí.

Protestos

Servidores do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) na capital paulista realizaram um ato hoje (5) contra a nomeação de Alexandre Pereira da Silva para superintendente regional em São Paulo.

Sônia da Silva Rodrigues, diretora do Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público Federal no Estado de São Paulo (Sindisef), disse que o os trabalhadores votaram em uma lista de funcionários mais capacitados para ocupar o cargo de superintendente.

“Não temos nada contra a pessoa do Alexandre Pereira. Se ele tivesse experiência na área da reforma agrária, na questão fundiária do estado, não teríamos nada a dizer. A gente acredita que existem outras pessoas na sociedade aptas a fazer a gestão das políticas públicas voltadas à questão agrária”, disse.

Além da lista tríplice, os servidores reivindicam o respeito a uma plataforma mínima de gestão elaborada por eles. “O aparelhamento é muito comum aqui, e não importa o partido. Todo partido faz loteamento político na máquina pública. A falta de experiência de outras superintendências levou a contratos não executados da melhor maneira possível para atender o bem público”, disse.

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