quarta-feira, 4 de maio de 2016

PGR PEDE ABERTURA DE INQUÉRITO CONTRA AÉCIO NEVES E DESARQUIVAMENTO DE OUTRO INQUÉRITO CONTRA O SENADOR

PGR pede abertura de inquérito para investigar Aécio Neves (PSDB-MG) por corrupção e lavagem de dinheiro e tucano pode se tornar réu no STF. O senador é um dos políticos que mais foram citados em recentes delações premiadas

                            (Imagem: A.Press)

PGR pede abertura de inquérito contra Aécio com base em delação premiada de Delcídio do Amaral. Além deste, a procuradoria também pediu que seja desarquivado outro inquérito contra o senador com base em delação do doleiro Alberto Youssef. Negociatas de Aécio em paraísos fiscais também serão investigadas 

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, enviou ao Supremo Tribunal Federal (STF) um pacote de pedidos de abertura de inquérito com base na delação premiada do senador Delcídio do Amaral (MS).

Entre eles, há duas investigações contra o presidente do PSDB, senador Aécio Neves (MG), e outra que atinge a cúpula do PMDB no Senado.


Caso o ministro Teori Zavascki determine a abertura dos inquéritos, Aécio será investigado pela suspeita de recebimento de propina de Furnas e pela acusação de que maquiou dados do Banco Rural para esconder o mensalão do PSDB. As acusações são pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

Também deve ser investigado o deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP), próximo a Aécio, e que, segundo Delcídio, sabia que os dados estavam sendo maquiados.
Repasses mensais

Na petição, o procurador pediu a Zavascki, relator da “lava jato” no Supremo, também pediu o desarquivamento de um outro pedido de investigação feito contra Aécio, no ano passado. Dessa vez, envolvendo a delação premiada do doleiro Alberto Youssef.

Segundo Janot, a mudança no entendimento ocorreu porque Youssef omitiu em seu primeiro depoimento de delação a acusação de que o senador seria beneficiário de repasses ilegais em Furnas, empresa estatal subsidiária da Eletrobras.

Segundo o doleiro, em um segundo depoimento, Aécio recebia valores mensais por meio da Bauruense, empresa de sua irmã, que tinha contratos com a estatal. De acordo com Youssef, o PSDB e o PP tinham influência política nas indicações das diretorias da estatal.
Paraíso fiscal

Janot também cita no pedido enviado ao Supremo uma investigação do Ministério Público do Rio de Janeiro chamada operação norbert, deflagrada em 2007, que apura se Aécio Neves seria beneficiário de uma fundação em Liechtenstein, país considerado paraíso fiscal.

O procurador cita que foram apreendidos na investigação documentos que comprovariam “interposição de personalidade jurídica, com o objetivo de manter e ocultar valores no exterior”. A operação não investigou o senador, mas, durante as buscas e apreensões, documentos sobre a suposta fundação foram apreendidos.

Aécio Neves classificou as acusações de “falsas” e “mentirosas”.
Mais inquéritos

Na quinta-feira (28/4), Janot também pediu ao STF autorização para iniciar investigações contra pessoas citadas no acordo de delação premiada de Delcídio. O procurador-geral pretende investigar Aécio Neves, o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), o ministro da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, Edinho Silva, o deputado federal Marco Maia (PT-RS) e o ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) Vital do Rêgo.

com Agência Brasil, Conjur e Congresso em Foco

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